Diagnóstico de Última Geração - Edição 17 - Hospital Barra D’Or | Barra da Tijuca

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Diagnóstico de Última Geração
Revista Sua Saúde - Edições de 2011 Edição 17
Avanços da Medicina - Diagnóstico de Última Geração

Tecnologia do PET-CT combina Medicina Nuclear e Tomografia Computadorizada para identificar o câncer precocemente


Uma modalidade de diagnóstico completamente nova, criada a partir da combinação de duas técnicas de geração de imagem avançadas, vem revolucionando a maneira de tratar alguns tipos de câncer. O PET-CT é o resultado da conjugação de um aparelho de Medicina Nuclear - a tomografia por emissão de pósitrons (sigla PET, em inglês), com a tomografia computadorizada (CT). Dessa forma, o equipamento é capaz de fornecer um diagnóstico mais preciso e precoce da doença e permite acompanhar e planejar de forma minuciosa o tratamento, o que favorece a recuperação do paciente.

De um lado, a função PET é responsável pela geração de imagens que indicam a atividade metabólica das células, de outro, a parte CT da técnica mapeia a informação anatomicamente, gerando cerca de 1,5 mil imagens simultâneas de todo o corpo e reconstruindo o organismo no computador em três dimensões. Combinadas, tornam-se um instrumento poderoso para localizar com grande precisão pequenas lesões tumorais, quando ainda não conseguem ser detectadas por outros métodos de diagnóstico, além de uma excelente opção para indicar o estágio da doença, o aparecimento de metástases (disseminações) e a resposta do organismo após diferentes terapias. Com isso, os especialistas afirmam: é possível reduzir a necessidade de biópsias e intervenções cirúrgicas.

“Explicando de forma bem simplificada, o exame é capaz de identificar onde a glicose se concentra no organismo e, como o tecido com câncer é mais ávido, ou tem mais afinidade com essa molécula que os demais, o PET-CT consegue indicar com clareza diversas formações tumorais”, explica o radiologista Antônio Siciliano, membro da Sociedade Brasileira de Radiologia.

Entre as indicações estão casos de melanomas malignos, câncer de cólon, reto, tireóide, linfomas, carcinomas de pulmão, cabeça, pescoço, esôfago, estômago e mama, tanto na sua detecção, quanto no controle após terapias de rádio e quimioterapia. E, por mostrar precisamente o tamanho e posição do tumor, a tecnologia também tem sido uma fonte valiosa de orientação para os cirurgiões.

O Dr. Antônio, que possui larga experiência na aplicação do método, afirma que as vantagens da técnica são muitas:
- O PET-CT trouxe uma nova maneira de olhar certas doenças. Antes, os exames de imagem ofereciam apenas as alterações morfológicas da lesão, ou seja, dimensão, contorno e características de cor (escala de cinza) em relação ao órgão em que se localizava. Agora, o que se vê é a função das células, o que, muitas vezes, antecede a forma. Você pode identificar um tumor antes de aparecer algo visível. Exames como a ressonância magnética e a tomografia computadorizada não fornecem esse tipo de informação.

Além disso, o radiologista esclarece que, às vezes, um câncer combatido pode estar inativo e ainda ocupar o mesmo espaço no organismo, dando a impressão de que não reagiu ao tratamento. “Com o PET-CT é possível ver se a lesão está ‘viva’ e captando glicose, ou se houve resposta funcional à terapia. Por isso é interessante realizar um exame antes e outro depois da terapêutica aplicada”, sublinha Dr. Antônio.

Outro benefício é a maior precisão no planejamento radioterápico pois, ao possibilitar a preservação de tecidos sadios, garante uma menor exposição à radiação para o paciente, a redução de efeitos colaterais e ainda mais eficácia no tratamento.

Pelo menos 90% dos pacientes que procuram o serviço atualmente são oncológicos, mas o PET-CT não se limita apenas a esse tipo de avaliação. O aparelho permite ainda o estudo de doenças degenerativas do sistema central, como, por exemplo, o Alzheimer, que pode ser diagnosticado precocemente, e a verificação de certas condições cardíacas.

- Entenda como acontece o exame -
Como se trata de uma técnica de Medicina Nuclear, o primeiro passo é injetar no paciente, por via endovenosa, um radiofármaco - substância formada por glicose e um elemento radioativo, que, basicamente, vai marcar o caminho deste carboidrato pelo organismo para que o PET possa captá-lo. Diferente dos contrastes, o composto não possui efeitos adversos conhecidos e tem uma vida útil de cerca de duas horas, sendo depois eliminado pela urina.

Após uma hora de repouso, para que a substância se distribua pelos órgãos e tecidos do corpo, o paciente é encaminhado para o parelho, que se assemelha a uma tomografia computadorizada de amplo campo, ou seja, uma estrutura em forma de um anel largo e aberto em ambas as extremidades, o que usualmente não provoca a sensação de claustrofobia.

O paciente começa pela parte CT do procedimento e depois desliza automaticamente para parte PET, sem se deslocar. Assim, ocorre a aquisição simultânea das imagens. Apesar da sua complexidade, o exame é totalmente indolor e dura apenas 20 minutos, em média.

- Reconhecimento da eficácia -
Desde junho de 2010, o PET-CT entrou para o rol de procedimentos incluídos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na  obertura mínima obrigatória das operadoras de planos de saúde. Ainda que apenas para o diagnóstico do câncer de pulmão e  ematológico (linfomas), essa foi uma decisão muito aguardada, pois reconhece sua viabilidade financeira para o sistema de saúde.

Apesar de um método diagnóstico ainda caro (cada exame custa em torno de R$ 3,5 mil), após quase dez anos de realização do exame no país, tem sido comprovada que a utilização do PET-CT resulta em economia. Segundo especialistas, em cerca de 30% dos casos, após
a realização da análise, o médico termina por optar pela mudança da terapia que vinha sendo empregada antes.

- O sistema acaba economizando porque o PET-CT dá respostas muito precisas para o médico, que escolhe o tratamento de forma mais assertiva. Com isso, aceitação pela sociedade e agentes pagadores tem progredido, a tal ponto que alguns convênios até mesmo
já reembolsam o paciente, comenta o radiologista Antônio Siciliano.

- Onde realizar o PET-CT na Rede D’Or -
Clínica Radiológica Luiz Felippe Mattoso (anexa ao Hospital Samaritano)
Rua Bambina, 98, Botafogo - Rio de Janeiro
Tel: (21) 2537-9722 – ramal 344 e 2535-2616
Equipe responsável: Dr. Antônio Siciliano (Radiologia) e Dr. Sérgio Altino (Medicina Nuclear)

Labs D’Or
Rua Diniz Cordeiro, 30, Botafogo - Rio de Janeiro
Tel: (21) 2538-3601
Equipe responsável: Dra. Isabela Borges (Radiologia) e Dr. Michel Carneiro (Medicina Nuclear)

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